IV -O PINCEL

O Pincel Mais conhecido como instrumento de pintura, o pincel sempre foi uma importante ferramenta para o desenhista. Isso é mais evidente no universo do desenho chinês e japonês, mas seu uso é extenso a toda a história do desenho conhecida no ocidente.

Cennino Cennini (1370-1440)  menciona dois tipos de pincel: um feito de pelo de porco e outro de esquilo, bastante usados em seu tempo. A partir do momento em que os pincéis começam a ser produzidos como objeto de uma indústria surgem outros tipos, cujas cerdas utilizadas são também de doninha, texugo, cachorro e cavalo. Começam então a ser produzidos para fins específicos, como os mais robustos de cerda de porco, destinados à pintura mural e os pelos de esquilo, usados exclusivamente no desenho. Até o século dezenove os pincéis eram produzidos com as cerdas amarradas com fios de seda em cabo de madeira. Depois, a indústria passará a desenhá-los e produzi-los cada vez mais específicos, com uma enorme diversidade de materiais e usos. Cennino descreve o pincel próprio para desenhar: “… com os pelos mais retos, mais firmes, faça pacotinhos, lave em água limpa e aperte entre os dedos cortando com tesoura.” Esta descrição demonstra a preocupação de ter no pincel um instrumento de maior precisão para o desenho, que passa a ser usado tanto na construção de aguadas junto com das penas, das pontas de metal e das pedras, quanto como instrumento principal.

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Albrecht Dürer,  “Mãos em Oração”, 1508

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