As Aguadas em dois tons e aguada policromática

Um uso em particular dos desenhos a aguada deu-se no gênero da paisagem, onde em várias ocasiões os diversos tons podiam ser usados coordenados, como o castanho para os primeiros planos e azuis para o segundo plano ou combinações análogas como bistre e nanquim, diferentes tons de sanguíneas ou mesmo cores diversas. Tudo utilizado para a transposição dos aspectos naturais da luz e seus efeitos na paisagem nas traduções do real. É também no desenho da paisagem que a partir do séc. XVI a aquarela policromática começa a ser cada vez mais utilizada.

Existe um elo entre a conquista da espacialidade, onde visualidade é decorrência da visibilidade do mundo e o desenvolvimento dos procedimentos da aguada no desenho de paisagem. As manchas deixam de ser complemento do desenho linear e passam a serem sinais que buscam uma precisão em si. Sombras, tons de passagem e altas luzes encontram na harmonia dos pigmentos aguados um canal eficiente para a tradução das vistas.

durer dream

Albrecht Dürer, “Visão de sonho”, 1525.

 

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