As aguadas

Nas aguadas eram utilizados todos os tipos de substâncias colorantes a base de água, elaboradas a partir de pigmentos como preto de fumo, noz de galha, pedra de talha, índigo, bistre, aglutinadas com algum tipo de cola. A tinta mais usada durante toda a idade média tanto para as aguadas quanto para os desenhos a pena foi a de noz de galha, como podemos ver nos cadernos de Villard de Honnecourt (século XIII). O que chamamos de nanquim, recentes pesquisas nos informam, foi descoberto no Egito antigo e era produzido com uma mistura de preto de fumo, goma arábica e água. Portanto, os nomes clássicos desta tinta demonstram enganos, porque ela não é nem chinesa, como dizemos, nem indiana, com dizem os ingleses. Mesmo sendo citada por Vitruvio, uma tinta produzida com uma base feita de preto de fumo, resinas e cola, na Europa, até o séc. XVIII o nanquim era uma tinta raramente utilizada, dando lugar a um uso mais corrente de bistres e sanguíneas.

A partir do séc. XVIII começa a chegar à Europa o nanquim, em forma de bastões, vindo da China. A partir do XIX, outras tintas começam a ser utilizadas no desenho a pincel retiradas das vesículas dos moluscos, que nós chamamos de sépias, que se confundem em termos de cor com os bistres.


vilard leão

Villard de Honnecourt, “Caderno de Desenhos”, 1230 (aproximadamente).

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