Preparação do suporte

O emprego desse estilete de metal demanda preparação do suporte, seja ele pergaminho, tábua ou papel. Sem essa preparação, os traços da ponta não seriam registrados. No pergaminho, consiste em introduzir em seus poros, por fricção, substâncias que façam o metal reagir ao seu contato, basicamente derivadas de carbonato de cálcio. Sobre a fabricação desses pós, Cennino nos ensina, mais uma vez, que “é preciso saber quais são os ossos bons. Pegue os da costela ou das asas da galinha ou do galo, quanto mais velhos melhor e, assim que você os recolher debaixo da mesa, coloque-os no fogo e quando vir que se tornaram bem brancos, antes que se tornem cinzas, retire-os para moê-los bem em um almofariz . Os ossos da perna e da escápula do carneiro são bons também. Queime-os e prepare-os conforme descrito”. Nota-se que a elaboração é longa e laboriosa e para reduzir um osso calcinado em pó fino, Cennino nos alerta que pelo menos duas horas de trabalho são necessárias. Sobre tabuleta ou papel utilizava-se o osso calcinado misturado com saliva ou na forma de uma têmpera. Nesse último caso, não era incomum a mistura de pigmentos de outras cores, que com água e goma arábica propiciava fundos coloridos para o desenho a pontas de metal.

Hans Holbein, o Velho (1460-1524)
cabeça de besteiro fazendo mira
desenho a ponta de prata
120×96 mm
1514-1515
Museu Nacional de Arte da Dinamarca

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