O carvão oleoso

A partir do século XVII, se procurou assegurar a conservação do  carvão sem recorrer aos métodos citados anteriormente, adicionando óleo de linhaça à barra de carvão, a fim de lhe dar maior solidez e fixação requeridas.

As técnicas do carvão oleoso, da qual já falam autores do século XVII, eram pouco conhecidas até a publicação do livro de Josef Meder[i] sobre a história do desenho. Os desenhos executados por esses procedimentos apresentam traços de um negro profundo e podem apresentar manchas amareladas ou amarronzadas sobre o papel, devido ao excesso de óleo na preparação dos bastonetes. Meder cita alguns venezianos, como Tintoretto ou os Bassan e alguns bolonheses, como os Carracci que, em meados do século XVI, utilizaram este tipo de material.

Em desenhos posteriores ambos os métodos, carvão a seco e carvão oleoso, foram aprimorados livrando os trabalhos das manchas oleosas.


[i] Meder, Josef – Die Handzeichnung, ihre Technik und Entwicklung, 2ª edição, Viena 1923

 

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