O desenho da pedra de Itália nas diferentes escolas.

É nos desenhos de Antonio Polaioullo, Domenico Ghirlandaio, Lucas Signorelli que ela aparece primeiramente (colocar exs). Se serviu mais raramente aos dois primeiros, foi para Signorelli um meio mais habitual. Suas figuras são sempre iniciadas com Pedra de Itália, ao que ele soma sanguínea e bistres, quando quer criar os efeitos de luz da pintura. Um pouco mais à frente, Rafael vai utilizá-la com profusão.

No século XVI, ela estava nas mãos de todos. Mas diferentemente dos artistas do século anterior, que a utilizaram sobre papel branco, naquele, excetuando-se Michelangelo e alguns outros, as pedras vão ser frequentemente utilizadas em papéis tingidos. Também era usual aos desenhistas começarem a utilizá-las das mais variadas maneiras, misturando-as, por exemplo, com as penas. Elas foram muito importantes para os venezianos, acompanhando a força viva e dinâmica do desenho de Ticiano ou misturadas às brilhantes e movimentadas aguadas de Veronese (colocar exs). Esses poucos exemplos nos mostram o tamanho da influência das pedras sobre o desenvolvimento do desenho italiano.

Seu papel não foi menor no desenvolvimento do desenho das escolas do Norte. É o que testemunham desde o século XVI os estudos de cabeça de Dürer ou os retratos de Hans Holbein na corte de Windsor (colocar exs).

Na Holanda, as pedras foram importantes para Lucas Van Leyden (colocar exs) e adaptaram-se bem nas mãos de muitos desenhistas contemporâneos seus, misturadas às aguadas, quando esses artistas começam a interpretar a paisagem de seu país. Ainda um pouco mais tarde, em Flandres, elas vão ter em Rubens e Van Dyck seus mais notáveis adeptos, que usando-as com as sanguíneas e o giz branco, realizavam incríveis retratos, que passarão a ser chamados de desenhos das três pedras (colocar exs).

As pedras da Itália também foram bastante usadas no desenho francês, mais frequentemente a partir do século XVII, onde pouco a pouco passam a ser substituídas por pedras artificiais.

Se quisermos entender essa mudança, basta comparar o desenho à pedra negra de Watteau com os feitos no Quatrocento Italiano (colocar exs) e notaremos que no mestre francês a substância negra é muito mais maleável e intensa. Essa mesma lógica da pedra artificial vai ser importantíssima para todos os aprimoramentos que se farão mais tarde. Nos grafites, que serão também produzidos artificialmente, aglomeram-se colas, resinas, materiais xistosos, previamente moídos, com outros pigmentos. Também nessa linha é que se irão fabricar os pastéis e todas as outras formas de construção de minas artificiais para o desenho.

A partir do século XVIII, as pedras de Itália vão sendo abandonadas e suplantadas pelas pedras artificiais que vão se tornar os materiais habituais para os croquis.

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