Outras variedades de pedra

Além das pedras negras e das sanguíneas é possível mencionar outras acastanhadas, que encontramos nas obras de Boucher e Greuze, assim como pedras marrons que encontramos em Fra Bartolomeu e Dürer, variedades de xistos que existem nas mais diferentes tonalidades.

 

O giz

 

Pedra calcária de origem marinha, que em forma de bastão se torna um instrumento para marcar superfícies escuras, o giz, juntamente com o carbonato de chumbo, foi muito utilizado desde a Antiguidade, não tendo muito uso artístico, a não ser restritamente em algumas aplicações no desenho da Idade Média.

No desenho do Renascimento, passa a ser utilizado em forma de bastão ou como têmpera, para realçar as altas luzes tanto com a pedra da Itália quanto com a sanguínea.

A partir do século XVII seu uso é generalizado em toda Europa.

 

Os dois e três crayons

 

As primeiras combinações de pedra-negra e sanguínea ou pedra negra, sanguínea e giz, chamadas de desenho dos dois ou três crayons remontam à França do séc. XV e estão ligadas à prática do retrato. Nos trabalhos de Fouquet e Clouet são muito presentes, assim como na escola flamenga, nos desenhos de Rubens e Van Dyck.

Na Itália, também são muito usadas para produzir efeitos de contrastes de luzes e cor, como em Lucas Signorelli, por exemplo.

Essa prática é pertinente ao desenho como preparação à pintura, porque dispõe de maneira muito clara as regiões de sombra, meias tintas e altas luzes.

 

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